Skatista brasileiro de 12 anos se torna o campeão mais jovem da história do X Games

09 de novembro de 2021
O paranaense Gui Khury de apenas 12 anos, fez história no skate quando em 2020, ele se tornou o primeiro a completar o 1080º (três voltas completas no ar) usando apenas uma rampa vertical. Em 2021, ele foi o primeiro a acertar a manobra em uma competição no vert para se tornar o campeão mais jovem da história do X Games. Tudo isso ao lado de Tony Hawk, o dono do 900º e o maior nome da história do esporte.

Eu estava muito focado e confiante de que iria acertar, até porque já tinha acertado duas vezes na GreenBox [pista construída pela família de Gui] antes. Também tinha treinado bastante. Quando acertei, foi uma sensação muito boa. Fiquei muito emocionado na hora e lembro que todos vibraram muito. Foi legal receber o carinho dos outros skatistas que estavam lá e ser abraçado pelo Tony, que é uma lenda do skate“, relembra Gui.

O skatista faz parte de uma onda muito forte de jovens no skate. Na última Olimpíada, por exemplo, a modalidade street no feminino teve um pódio com atletas de 14, 13 e 16 anos – Momiji Nishiya, Rayssa Leal e Funa Nakayama, respectivamente.

Não é uma novidade para o mundo do skate, visto que na década passada Mitchie Brusco e Tom Schaar disputavam provas de elite mesmo no início da adolescência, mas a visibilidade tem sido maior para o público geral recentemente, até por causa da entrada do esporte nas Olimpíadas.

O skate é como uma família, nós torcemos uns pelos outros e eu sempre quis viver do skate, então fico muito feliz de ver o esporte crescer e ver outros atletas da minha idade competindo em um nível muito alto também“, contou o jovem atleta.

Sobre as Olimpíadas, Gui diz que prefere focar nos compromissos atuais, mas que vem treinando bastante park, modalidade em que poderia disputar os Jogos de Paris em 2024. O vertical, onde o jovem se destaca, ficou de fora do programa olímpico, que recebeu apenas as modalidades street e park.

Nascido em Curitiba, Gui foi com a família para os Estados Unidos aos 2 anos e logo aos 4 já deu seus primeiros passos no skate, apoiado pelos pais. De volta ao Brasil em 2015, a família construiu uma estrutura de treino ao lado de casa, a GreenBox.

O apoio dos meus pais tem sido muito importante. Eles estão comigo o tempo todo e sempre me apoiaram. Foi meu pai que me apresentou o skate, inclusive. E hoje temos uma estrutura profissional, que é a GreenBox, onde eu posso treinar do lado de casa, além de receber amigos skatistas para treinar junto também, fazer campeonatos amistosos e me divertir“, conta o curitibano.

Quando está no Brasil, ele treina cerca de três vezes por semana, normalmente na GreenBox. Já nos Estados Unidos, a rotina aumenta, com treinos duas vezes ao dia, de três a quatro horas.